Paraolimpíadas

10/05/2010 15:18

 A caminhada das Paraolimpíadas

 

             A prática de esportes por deficientes surgiu no início do século XX com esportes adaptados para jovens com problemas auditivos. Já em 1920, iniciaram-se atividades para deficientes visuais, como natação e atletismo. Os esportes voltados aos portadores de deficiências físicas só começaram após a Segunda Guerra Mundial como forma de tratamento e reabilitação dos combatentes que foram mutilados durante as batalhas. Sob a supervisão de Ludwing Guttman, em 1946, foi criado o Hospital de Stoke Mandeville, na Inglaterra. Com isso ganhou força o desenv olvimento do esporte paraolímpico.

             A prática de esportes por deficientes surgiu no início do século XX com esportes adaptados para jovens com problemas auditivos. Já em 1920, iniciaram-se atividades para deficientes visuais, como natação e atletismo. Os esportes voltados aos portadores de deficiências físicas só começaram após a Segunda Guerra Mundial como forma de tratamento e reabilitação dos combatentes que foram mutilados durante as batalhas. Sob a supervisão de Ludwing Guttman, em 1946, foi criado o Hospital de Stoke Mandeville, na Inglaterra. Com isso ganhou força o desenv olvimento do esporte paraolímpico.

As primeiras competições paraolímpicas ocorreram em 1946. Idealizados por Guttman, os jogos contaram com a participação de veteranos da Segunda Guerra com lesões na medula espinhal. Quatro anos depois, o evento ganhou caráter internacional com a participação de atletas dos Países Baixos.

A primeira Paraolimpíada ocorreu em Roma, em 1960, logo após os jogos olímpicos. A competição contou com a participação de 400 atletas (todos cadeirantes), de 23 países, competindo em 8 esportes. Desde então, os Jogos Paraolímpicos vêm sendo realizados de quatro em quatro anos, na mesma cidade dos jogos Olímpicos (exceto em quatro edições em que as Paraolimpíadas ocorreram em cidades diferentes daquelas que sediavam as Olimpíadas).

No Brasil o esporte paraolímpico tem seu início no ano de 1958, com a criação do Clube do Otimismo, pelos deficientes e atletas Robson de Almeida Sampaio e Sérgio Delgrande, no Rio de Janeiro. Seguido pela criação do Clube dos Paraplégicos em São Paulo. Em 1959, foram realizados os primeiros jogos para deficientes no Brasil. O basquete em cadeira de rodas foi o primeiro esporte paraolímpico disputado no país. Em 1975, após a introdução de outros esportes para deficientes, foi fundada a Associação Nacional de Desporto para Deficientes (ANDE). Antes mesmo da criação da ANDE, porém em 1972, o Brasil já havia estreado sua participação em Paraolimpíadas, sem grandes resultados, nos Jogos de Heidelberg (Alemanha). Na década de 80, o número de atletas deficientes cresceu de forma extraordinária. Nos Jogos de Seul, o Brasil bateu todos os recordes ao conquistar 27 medalhas (número maior que todos aqueles alcançados pelo país em edições anteriores).

Os atletas portadores de necessidade especiais podem ser classificados em seis grupos, de acordo com o Movimento Paraolímpico Internacional: amputados, paralisados cerebrais, deficientes visuais, lesionados na medula espinhal, deficientes mentais e “les autres” (atletas com alguma deficiência de mobilidade que não se enquadram em outros grupos). Assim, antes de participar de competições, o atleta deve fazer uma avaliação de classificação funcional, que nivela os atletas de acordo com suas capacidades. Cada esporte tem seu próprio sistema de classificação (baseado nas habilidades que mais afetam o desempenho no esporte em questão) e, além do grupo em que é enquadrado, o atleta recebe um número que representa a classe que ele pertence. Quanto maior o número que o atleta recebe, menor é o comprometimento mental ou físico-motor.

E, como não poderia ser diferente, logo após as Olimpíadas, entre os dias 06 e 17 de setembro deste ano, a cidade de Pequim sediou a 13ª edição dos Jogos Paraolímpicos, que contou com a presença de 4000 atletas, 150 países e 2500 guias. O Brasil foi a quarta maior delegação com 319 integrantes (sendo 188 atletas), concorrendo ao ouro em 17 modalidades. Terminando na 9ª colocação, o Brasil mostrou que ainda tem muito que crescer nas competições.

É nesse clima de competição que todos se rendem cada dia mais a esses inesgotáveis exemplos de superação e garra, representados no segundo maior evento esportivo do mundo.